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Como contar a história aos nossos filhos: Falar sobre a origem de forma positiva

Para muitas famílias monoparentais por opção, chega o momento de contar aos filhos como foi a sua origem. É um momento importante, que pode ser vivido com serenidade, verdade e muito amor. A forma como se conta esta história influencia a autoestima da criança e a forma como ela entende a sua identidade.

Neste artigo, partilho algumas dicas práticas para abordar este tema de forma positiva — adaptado à idade do/da teu/tua filho/a.

1. Desde cedo: a verdade em doses pequenas

Especialistas recomendam que a história da origem faça parte da narrativa familiar desde cedo, mesmo antes de a criança fazer perguntas diretas. Assim, o tema não surge como uma revelação dramática, mas como algo natural, falado com simplicidade.

Para bebés e crianças até aos 3 anos:

  • Usa palavras simples: “A mamã quis muito ter um bebé, e para isso pediu ajuda a um médico muito especial.”
  • Lê livros ilustrados sobre famílias diversas.
  • Inclui a história na rotina: um conto na hora de dormir, uma conversa ao brincar com bonecos, etc.

2. Pré-escolar e início do 1.º ciclo: curiosidade e explicações claras

Dos 4 aos 7 anos, as crianças começam a querer entender “o como” e “o porquê”.

Dicas:

  • Responde com honestidade, mas sem detalhes demasiado técnicos: “Pedi ajuda a um médico e a um dador para poder ter um bebé. Assim consegui ter-te a ti, que és o meu maior sonho realizado.”
  • Reforça sempre a ideia de amor e desejo: “Foste muito desejado e planeado.”
  • Se surgirem comparações com outras famílias, normaliza as diferenças: “Há famílias com mãe e pai, só com mãe, só com pai, ou com dois pais ou duas mães. Todas são família se houver amor.”

3. Idade escolar (7-12 anos): mais perguntas, mais contexto

Nesta fase, a criança já tem mais noção de como os bebés são feitos. Pode querer detalhes mais concretos.

Dicas:

  • Prepara-te para perguntas diretas: “Quem é o meu pai?” ou “Porquê ele não está connosco?”
  • Explica com calma: “Houve um dador que ajudou a mamã a ter um bebé. Ele não é um pai, é alguém que fez um gesto generoso para ajudar famílias como a nossa.”
  • Usa exemplos de livros, vídeos ou histórias reais de outras famílias monoparentais por opção.

4. Adolescência: reforçar identidade e abrir espaço ao diálogo

Na adolescência, podem surgir reflexões mais profundas sobre identidade, herança genética e direitos de conhecer origens biológicas.

Dicas:

  • Ouve sem interromper, valida emoções.
  • Reforça o valor da escolha da mãe e a ausência de segredos: “Sempre soubeste a verdade, porque confio em ti e na nossa história.”
  • Se houver possibilidade de acesso a informações sobre o dador (em caso de doação identificável), conversa sobre isso de forma aberta e sem pressões.

5. Dica de ouro para todas as idades

Fala sempre com verdade, amor e segurança. Se mostrares orgulho na forma como construiu a família, o teu filho vai crescer a sentir-se único e profundamente amado.

💛 Cada história é única. Confia no teu instinto, procura apoio em grupos de famílias monoparentais por opção e, se sentires necessidade, conta com a ajuda de profissionais especializados em psicologia infantil.

Ines Fontoura

Ines Fontoura

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