Saber Viver – Tenho 41 anos e decidi ter um filho sozinha.
Inês Fontoura, responsável de comunicação de uma retalhista de cosméticos, acredita que nem sempre o amor tem de acontecer aos pares para sermos felizes. Mesmo (e sobretudo) quando essa felicidade passa por querer ser mãe. Eis o seu testemunho, na primeira pessoa.
Não nasci com esse chamamento de ser mãe biológica. Lembro-me de sempre querer adotar uma criança. Dar uma família a quem nunca teve, ou perdeu, ou lhe foi retirada.
Sempre achei que pôr mais crianças no mundo quando tantas outras precisavam de uma família era uma atitude um pouco egoísta. E nunca entendi comentários como, “Não sei se conseguiria amar um filho que não fosse meu”, “Ai, não é a mesma coisa quando não é teu”, “sabes lá que problemas pode ter essa criança!”, e mais disparates como este. Quando há amor para dar, dá-se. No matter who!
Aos 39 anos, questões como: ‘E se esta foi a minha única chance?’, ‘E se eu não encontrar ninguém nos próximos anos?’ (…) e muitas outras dúvidas e preocupações começaram a surgir
Mas fui adiando esse desejo, porque para fazer isso a dois, também precisamos de ter a pessoa certa ao nosso lado. Ou, ainda mais complicado, ter alguém que partilha da mesma opinião. E a não ser que haja um problema clínico, geralmente não querem ou querem os “seus” primeiro.
Eu queria o inverso e sem colocar a hipótese de haver um segundo filho biológico. Aqui era eu que estava a ser egoísta, eu sei. Mas estas decisões têm de ser mesmo a dois, senão, mais cedo ou mais tarde acaba por dar desentendimento.
Clique no link para ter acesso a materia ↓
https://www.saberviver.pt/bem-estar/relacoes-e-familia/tenho-41-anos-decidi-ter-um-filho-sozinha